


Para onde vamos em espirito e pensamento nos momentos do dia em que não nos revemos no local onde temos os pés assentes? Para onde migra a mente?
Da necessidade humana de escapar e materializar esses pensamentos em locais idílicos surge muitas vezes o mesmo local... a sul, onde a fúria e a calma se encontram, entre o sereno e o agreste. Muitas vezes entre o tudo ou nada.
Aí residem os sonhos de muitos, de acções, tempo, relação e amor. Destas palavras, acrescentando mais algumas, definimos a peregrinação. Desta, vivem cada vez mais, jovens e velhos, homens e mulheres. É preciso mudar, a condição humana é assim, dos nómadas e recolectores que fomos ainda resta muito.
A mim o Sul faz-me bem, chama-me e acalma-me, completa a lacuna intrínseca de liberdade e alimenta-me. Não vivo sem o meu Sul, o pólo negativo do íman.